Arquivo para Julho, 2006

Google: metralhadora aleatória!

Pessoas encontraram esse blog procurando:

- Folclore de sao bernardo do campo

- Cientologia

- Meio homem meio deus

- Casamento umbandista.

Claro, claro, como não.

Odeio gente assim

?

ivan solado del reyno just posted to your Fotolog guestbook

hola ivan ya que no te puedo ver te mando mil besos para que te acuerdes de mi att:karen la morena .

bye mil besos

?

Seis, quase sete.

Desde que esse blog surgiu, eu não ficava tanto tempo assim sem postar nada. A razão foi a semana corrida mesmo. O pior que todo dia eu pensava em umas três coisas pra colocar, mas a preguiça impedia de eu vir aqui convergir as idéias em palavras. Vou tentar então fazer um breve apanhado pra seguirmos ao rumo normal.

1: Essa semana vi uma pesquisa interessante de um grupo de cientistas americanos – sim, sempre eles. O que seria do nosso conhecimento inútil sem os PhDs desocupados nos EUA? – que a imensa maioria dos Blogs só trata sobre vida pessoal e as impressões – novamente pessoais – da vida do respectivo autor. Oras, cáspita, pagam um doutor pra descobrir isso. Quem usa a internet com uma razoável frequência sabe que a Blogosfera é um ninho de egologs. O fato é de que a estrutura dos blogs funciona como um dínamo amplificador da necessidade pessoal de obter atenção. Mesmo no caso dos timidez, que não passa de egocentrismo invertido. Afinal, tímidos crônicos crêem que o resto do mundo tá interessado em suas vidas, o que via de regra, é uma presunção absurda. Eles não tão nem aí e pronto. Raros são os blogs que se ocupam com algo mais que miguxês, letras de música, desabafos românticos. “Ei, mas meu blog tem isso?” Sinto muito, mas é a dura verdade. “Isso é um absurdo, não existem tantos blogs assim como você pensa!” É o que VOCÊ pensa. Felizmente, ao menos aparentemente, os leitores do meu blog não costumam frequentar esse tipo de blogs. Isso me leva ao próximo ponto;

2: Tenho sido surpreendido com frequência com pessoas me dizendo “Eu li seu blog” ou “Gostei do post sobre o Super-homem” – que por sinal comentarei no post a seguir. Isso me deixa tanto estupefato quanto feliz. Primeiros 5 segs são gastos recuperando ar perdido no susto, os 10 seguintes são eu olhando pros quatro cantos do aposento tentando futilmente fugir de quem me jogou esta bomba, e nos 25 segs eu lentamente esboço o sorriso, agradeço e passo vergonha intimamente. assim são meus 30 segundos de reação previsível a elogios. Obrigado a todo mundo que lê. Podem mandar coisas que eu publico, a despeito do que pareça, sou democrático. Eu continuo colocando coisas curiosas aqui, sempre que posso. Por sinal, vou mudar o template em breve, aguardem ^^. Sim, claro, o ponto seguinte, como eu já tinha avisado:

3:

Sem comentários. Não tem coisa que nos torne mais frágeis e introspectivos. Falando nisso, vamos ao próximo ponto;

4: Estou procurando um emprego. Não, não aceito ser escraviário, ou subempregado. Se você conhece alguém que está contratando, me avise, eu agradeço e talvez até te leve pra lanchar com meu primeiro salário! Se você for um possível empregador, veja como sou simpático e boa-praça! yay! Esses dias eu atualizei meu curriculum – que tem mais entradas de trabalho voluntário do que trabalho remunerado, pra alegria do meu karma e tristeza da minha solapada conta bancária. Falando em dinheiro;

5: Essa semana foi o maior Modelo da ONU do Brasil, o AMUN. Até duas semanas atrás eu achava que ia também, mas por questões financeiras não foi possíviel. Não pude rever amigos e conhecidos, o que é uma lástima. Mais intormação sobre Modelos da ONU você encontra aqui e lembre-se que as inscrições da SOI já estão começando. Antes que você pense que resolvi eu também transformar meu blog em Egolog, aviso que na verdade foi somente um anúncio, assim como:

6: Estamos (eu e Susi) tentando organizar junto aos ex-alunos do Bereiano um mutirão pra realizar projetos no colégio, talvez até integrando com os atuais alunos. Se você é ex-aluno Bereiano, venha dar uma mãozinha, nosso palácio verde precisa de nossa ajuda. Eu e Su estamos marcando uma reunião no Midway Mall, às 20hs da próxima sexta-feira (4/08), provavelmente em algum daqueles sofás perto do Pitts. Mais info só ligar no meu celular místico 999-111-99, e no celular onírico de Susi, 8821-2711.

Sétima Bemol: Esses dias eu estava lendo uma minissérie do Homem de Ferro, entitulada Invencível. Falo mais sobre ela amanhã. Mas pergunto: Quando vamos começar a confiar nos interventivos? Aquelas pessoas que tem coragem o bastante pra arriscar a situação, por crerem em seu ponto de vista? Que preferem meter bedelho a ficar olhando? É prerrogativa do ser humano ter medo do futuro?

Ah, e tb tem Ragnarok, e muito mais. Ô semana cheia ;P

A casa dominó

Pérolas da internet:

Quantos emos são necessários para trocar uma lâmpada?

Nenhum. Quando a lâmpada queima, eles sentam no escuro e choram.

Mon dieu!

Cenário: Blog do Juca Kfouri. Comentário sobre uma possível contratação de Roque Júnior para ocupar a lacuna do (insubstituível) Lugano, o incansável cavaleiro do olhar sereno. Medo, muito medo. Vou ler os comentários pra ver se sou voz solitária. Uma centena de comentários, somente um respondido:


[Rafael Grohmann] [malukero@uol.com.br]
Como vc compara Durkheim e Weber?

23/07/2006 23:55

RESPOSTA:
Um conservador brilhante e um gênio.

Acho que um “Eu hein?” não expressa toda a extensão do que eu quero dizer, mas acho que você me entendeu.

Been there, done that.

Dance me to the end of love – Madeleine Peyroux

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic ’til I’m gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove

Let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We’re both of us beneath our love, we’re both of us above

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I’m gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove

Dance me to the end of love

Nomes secretos

Pra quem não sabe, esse fim-de-semana foram as comemorações de bodas de ouro dos meus avós, ou seja, cinquenta anos de casamento. O evento uniu toda a família com um propósito, fazer uma festa bacana. Hoje tivemos uma espécie de renovação dos votos, como uma nova cerimônia de casamento, onde meus avós trocaram alianças novamente, e refizeram suas juras por mais cinquenta anos, ou até onde deus permitir. Nesse cenário, uma informação chamou minha atenção. Vovó comentou, na hora em que ia fazer seus votos, que meu avô, Wagner, tinha um apelido secreto. Conhecido por meio mundo (até Pelé conhece meu avô, e não tou brincando) por Waguinho, ela disse que quando se casaram ela o chamava de Guinho. Engraçado, faz vinte e um anos que eles fazem parte da minha vida e eu não sabia disso. É particularmente interessante nós nos vermos impressos nos rostos – agora calejados pelo tempo – de nossos genitores. Vamos ser daquele jeito. Sou quem ele era, e ele agora sou eu. E na nossa casa patriarcal – quase mafiosa, comentam alguns – isso é ainda mais forte. Todos os primogênitos herdam o nome do meu avô. E eu posso não ser mais velho que minha irmã, mas ela é menina e automaticamente desqualificada, pelo bem da estética nos nomes. Junto com o nome parece que ganhei um punhado de vida antecipada, é como um carro usado que já vem com milhagem no odômetro e história no porta-luvas.

Quando pequeno, todo mundo me chamava de Cabralzinho, isso quando não “futuro juiz”, ou coisa que valha. Mas eu descobri que, ao menos hoje, talvez eu esteja mais pra um Guinho. Reeditando um passado desbotado, espero que com muito carinho.

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