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Camus got it right
Publicado Março 31, 2008 Persianas Deixar um ComentárioTags: Camus, Discurso, Nobel
Segue um trecho do discurso de aceitação do seu Prêmio Nobel proferido por Albert Camus em 1957. Disponível na íntegra aqui.
None of us is great enough for such a task. But in all circumstances of life, in obscurity or temporary fame, cast in the irons of tyranny or for a time free to express himself, the writer can win the heart of a living community that will justify him, on the one condition that he will accept to the limit of his abilities the two tasks that constitute the greatness of his craft: the service of truth and the service of liberty. Because his task is to unite the greatest possible number of people, his art must not compromise with lies and servitude which, wherever they rule, breed solitude. Whatever our personal weaknesses may be, the nobility of our craft will always be rooted in two commitments, difficult to maintain: the refusal to lie about what one knows and the resistance to oppression.
For more than twenty years of an insane history, hopelessly lost like all the men of my generation in the convulsions of time, I have been supported by one thing: by the hidden feeling that to write today was an honour because this activity was a commitment – and a commitment not only to write. Specifically, in view of my powers and my state of being, it was a commitment to bear, together with all those who were living through the same history, the misery and the hope we shared. These men, who were born at the beginning of the First World War, who were twenty when Hitler came to power and the first revolutionary trials were beginning, who were then confronted as a completion of their education with the Spanish Civil War, the Second World War, the world of concentration camps, a Europe of torture and prisons – these men must today rear their sons and create their works in a world threatened by nuclear destruction. Nobody, I think, can ask them to be optimists. And I even think that we should understand – without ceasing to fight it – the error of those who in an excess of despair have asserted their right to dishonour and have rushed into the nihilism of the era. But the fact remains that most of us, in my country and in Europe, have refused this nihilism and have engaged upon a quest for legitimacy. They have had to forge for themselves an art of living in times of catastrophe in order to be born a second time and to fight openly against the instinct of death at work in our history.”
The Evolution of Dance Autobot Style
Publicado Março 28, 2008 Persianas Deixar um ComentárioTags: transformers, videos
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Letra de Lucina
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Já não sei mais o que será de mim, Berlim.
O que será do amanhã, Amsterdã.
Se a roda da vida me fará infeliz ou feliz,
Quando enfim rever Paris.
Será que lá no Chile eu vou ter chilique?
Será que vou ficar na lona em Barcelona.
Será que vou viver romance em Roma.
E pecar em Pequim.
Ter um bem bom em Bombaim?
Um plim em Dublin.
Um click em Zurich.
Um ai em Xangai.
Será que eu vou parar no Paraguai?
Ver neve em Génève.
Ser tchan no Irã.
Ter fé no Tibet.
Ter gana em Gana e figa na Guiné.
Será que em Veneza tem veneziana?
Será que no Hawaí tem sandália havaiana?
Será que tem um porto em Portugal e serei imortal nas montanhas do Nepal?
A coisa em Moscou já tá ficando russa.
As coisas lá nos Andes tão andando a mil.
Vou pegar meu navio e vou fumar um charuto em Havana,
E rodar baiana no Brasil.
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Much world yet to discover, we still have.
Existem vários tipos de blogs. Existem os sérios, jornalísticos. Existem os nada sérios, de comédia. Você vê de tudo por aí. Uns servem pro autor escrever sobre as tristezas e alegrias do seu dia-a-dia. Outros pra que ele possa expressar suas opiniões.
Este é do último tipo. Gosto dele assim, e só não ando escrevendo muito por ultimamente ter concentrado minha razão e pensamento em assuntos introvertidos e pessoais. Não gosto de discutir essas coisas, quem dirá por http, isso não é egolog.
Mas isso passa, já já eu volto a falar mal de Lula, elogiar a Nintendo, e coisas assim. Tudo muda, tudo passa.
Nisso tudo só tenho uma pergunta: Se uma árvore cai num lago e não se ouve qualquer ruído, isso quer dizer que não havia ninguém lá?
(Tá vendo, melhor não escrever, só pensar.)
Dos escritores chamados Humanistas, aquele cuja obra mais me interessa é justamente um que rejeita este termo, o francês Albert Camus. Em uma síntese bem, mas bem superficial e obviamente simplista, ele propõe em suas situações fantásticas um mundo onde ao bom lhe caiba seu bem, e ao mau o seu mal, sem nenhuma espécie de justiça ou retribuição divina. Nada vai acontecer alheio a nós e ao que nós somos. Se eu for uma boa pessoa, a única coisa que receberei em troca é a consciência da minha “bondade”, sem doze virgens ou galardão celestial. Se me comportar como um canalha, só terei minhas memórias e tormentos como punição, nada de lago de fogo ou penitência eterna. A idéia de que nós não vamos ser premiados ou penalizados ao final do jogo é desoladora em uma certa medida pra todo mundo, mas especialmente trágica pra aqueles que aguentam provações esperando alívio e particularmente animadora pra todos que de outra forma seriam assolados pela culpa e pela perspectiva de uma eternidade de tormentos sem fim. Nesse lado, os maus aparentemente saem ganhando.
Por outro lado há a concepção de carma(karma). Tudo o que você fizer voltará para si. Toda sua bondade será retornada a você, e da mesma forma sua maldade. Pode parecer a mesma coisa da concepção anterior mas há uma grande diferença: Aqui há resultado das suas ações. Se você fizer o bem, o universo retribuirá e coisas boas acontecerão com você. Fez coisas ruins? Trate de expiar seus pecados e purificar seu carma, meu caro, ou jamais vai atingir os níveis superiores de existência. Mas de qualquer forma, há algo em comum: a proporcionalidade. Você está contando pontos, e não vai ser culpado injustamente – mas também não será perdoado. Cada pedaço do seu carma tem sua assinatura. Aqui o jogo parece empatado, mas os bons ganham nos pênaltis. Afinal, apesar de ambos sairem iguais na equação, o vetor dos Jedis é positivo, e dos Sith negativo. Partindo do pressuposto que você não consegue lucro do ato de se lascar, supõe-se que quem está fadado a se dar bem saia na frente, mesmo que milimetricamente – o que no caso é uma teorização milimetrica, já que estão os dois no zero a zero.
Qual visão te atrai mais?
A minha é meio óbvia. Mas gostaria de ouvir argumentos dissonantes.
“We`re middle children of history. Our generation has had no Great Depression, no Great War. Our war is spiritual. Our depression is our lives.
We were raised on television to believe that we’d all be millionaires, movie gods and rock stars — but we won’t. And we’re starting to figure that out
You’re not your job. You’re not how much money you have in the bank. You’re not the car you drive. You’re not the contents of your wallet. You’re not you fu**ing khakis. You’re the all-singing, all-dancing crap of the world.”
- filósofo e saboneteiro Tyler Durden, Clube da Luta
Muito há a ser dito acerca do congelamento do Condado Laranja, e talvez grande parte disto esteja relacionado à SOI e a minha incapacidade em estudar nessas por estas paragens cítricas, com essa rotina de trabalho. Não que tempo não existisse, mas eu simplesmente não tinha ânimo de escrever uma linha acadêmica, e o peso na consciência não me deixava escrever uma linha comum. Escrevo estas agora consciente que o fim dessa jornada está próximo, e mais distante do desespero.
Meu fiel caderno anda esquecido. Desde que consegui o “cupo fijo” no banquet do Wyndham (calma, que tudo se explica), não fiz mais anotações. Quer dizer, fazer fiz algumas, mas nada realmente digno de nota. Depois que fiquei fixo lá, comecei a me sentir finalmente adaptado. Trabalhando bastante, mas ganhando razoávelmente bem. Meus colegas de trabalho tinham carros bons, vidas feitas. Por sinal um dos momentos mais divertidos esses dias foi encontrar Carlos, um dos meus surpervisores, em “trajes civis”. Só vendo um negão americano pra entender o que eu quero dizer. Sabe aqueles clipes de Rap? Tal qual. Pra alguém q e trabalha de calça social e camiseta, é no mínimo chocante. Só descobri quem era quando ouvi aquele sotaque português familiar “Arrtur, purque não falas?”. Simplesmente um cara normal. Após tudo, eu estava finalmente conseguindo o que queria, me sentir em casa.
Peraê. Me sentir em casa? Eu não quero me sentir em casa, eu NÃO ESTOU EM CASA.
Por um breve momento vi num flash meu futuro, e aonde eu tinha me situado. Num trabalho humilde, mas razoável, vivendo uma vida pacata. Em algum tempo eu poderia comprar um carro, juntar algum dinheiro. Do futuro, sei lá, mas seria um tempo tranquilo de trabalho duro e dinheiro.
E quem disse que eu tou preocupado com trabalho ou dinheiro?
O fato é de que o chamado por uma vida normal é forte, e talvez um dia se torne inevitável. De forma alguma é algo errado, pelo contrário, é salutar, mas somente enquanto for uma vida simples, não ordinária. Fazer as coisas de um jeito novo é difícil pois subtende um dispêndio de energia não só em traçar novas rotas, mas talvez mais difícil, se manter nelas. Me lembro bem das minhas aulas de filosofia Kantiana e do que disse Henry David Thoreau para fazer minha declaração: O problema é que se tem a vida cotidiana não como um meio, mas como um fim. As pessoas não vivem o cotidiano como suporte para novos horizontes, mas vivem para viver o cotidiano. Não que ele seja desprezível, pelo contrário, deve-se ter prazer em coisas pequenas, mas há muito mais.
A esta altura, o mês de julho já anuncia seu fim. O circo das ilusões de Orlando começa a preparar sua despedida da multidão dos turistas que empesteiam a cidade. Prepara-se pra retomar a sua vida normal de cidade pequena do interior. E sinto que pra mim está chegando o tempo do retorno à minha própria cidade de miragens. Minhas miragens que pinto de uma cidade de fazer inveja ao céu. Não ouso fazer alguma comparação com a alegoria da caverna de Platão, tampouco me acho digno de ensinar algo pra alguém. Mas espero que para vocês que tem acompanhado um pouco da minha jornada, fique alguma mensagem, de preferência uma que diga “faça sua vida valer a pena”, por mais chavão que possa parecer.
Me lembrei agora de uma frase de Calvin, dos quadrinhos de Calvin e Haroldo. “Reality continues to ruin my life.”
Não deixe arruinar a sua.
para as crianças, felicidades
peace out
Artur
“See the world
Find an old fashioned girl
And when all’s been said and done
It’s the things that are given, not won
Are the things that you want”
That’s a start.





