Arquivo para Novembro, 2008

Mais meia-entrada

Tsc, tsc…

Senado aprova o projeto que limita a ‘meia-entrada’

Lula Marques/Folha

Os artistas prevaleceram sobre os estudantes numa sessão realizada nesta terça (25) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.


Foi a voto um projeto que limita a venda de ingressos pela metade do preço a 40% do total de assentos oferecidos ao público em salas de cinema e de espetáculo.


Uma comitiva de estudantes deblaterava contra a proposta. Um grupo de atores defendia enfaticamente a aprovação.


As atrizes Christiane Torloni e Gabriela Duarte protagonizaram um gesto extremo: ajoelharam-se ao lado de Pedro Simon (PMDB-RS).


Decano do Senado, Simon realçou o inusitado da cena: “Em 80 anos, nunca vi isso na minha vida: artistas e estudantes em lados opostos. Não sei o que fazer”.


Levada à sorte do voto, a cota de 40% para a meia-estrada foi aprovada por 14 votos contra sete. Vale para cinema, teatro, circo, museus, parques e eventos educativos e esportivos.


A votação ocorreu em caráter terminativo. Significa dizer que, a menos que algum senador apresente recurso, o projeto vai direto para a Câmara.


Alinhado com os estudantes, o senador Ignácio Arruda (PCdoB-CE) apressou-se em informar que vai protocolar um recurso.


Arruda deseja submeter o projeto à deliberação do plenário do Senado. A despeito disso, os artistas festejaram a decisão da comissão.


Alheios ao debate, servidores do Legislativo e curiosos serviram-se da presença dos artistas para tietar. O mais assediado foi Wagner Moura, o Capitão Nascimento de Tropa de Elite.

Meia-entrada

Íntegra de post do Marco Aurélio Canônico no “Ilustrada no Pop“, da Folha

Meia-entrada, problema inteiro

Chegou hoje, por e-mail, a seguinte manifestação, infelizmente só assinada por pessoas jurídicas (as “entidades” a que o título se refere), nenhuma física (os “artistas”):

CARTA ABERTA DOS ARTISTAS E ENTIDADES – MEIA ENTRADA .

Tendo em vista a questão que se estabeleceu recentemente em torno da meia-entrada e a votação no Senado do PL 188/07 que pela primeira vez fará a regulamentação desta prática em nível nacional, vimos a público esclarecer e defender nossas posições sobre o assunto.

A prática da meia-entrada é antiga no Brasil, tendo se iniciado nos anos 50 / 60 não por força de lei e sim em ação promocional dos cinemas como política de incentivo.

Nos anos 90 começaram a surgir as leis regionais (estaduais e municipais) dando o direito à meia-entrada aos estudantes sem, contudo, contemplar a fonte pagadora do subsídio, transferindo o ônus da política pública aos artistas, produtores, exibidores e especialmente ao cidadão comum, já que para cobrir o benefício de alguns, houve aumento proporcional nos preços dos ingressos da inteira.

Estas leis, muitas delas conflitantes entre si, trouxeram grande desordem ao mercado de cultura e entretenimento, responsável pela qualidade de vida e cidadania da população, além de agente importante na geração de emprego e renda – como informação: em pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro em 1998, constatou-se que o setor gerava 53% mais postos de trabalho que a indústria automobilística, e mais que o dobro da indústria eletroeletrônica (Fonte – Jornal Gazeta Mercantil – 05/08/98). Atualmente, esses números certamente são ainda maiores.

Em 2001 foi editada a Media Provisória 2.208 que abriu a possibilidade da confecção do documento que dá acesso ao desconto – a carteirinha – a toda e qualquer entidade estudantil, tendo como conseqüência o surgimento de inúmeras entidades sem nenhuma representatividade sendo meras vendedoras de carteirinhas.

A desordem então se tornou incontrolável, com os espetáculos atingindo 80% ou mais de meia-entrada e o que na aparência seria um benefício deixou de existir: a meia teve o preço dobrado, e a inteira se tornou inviável ao poder aquisitivo do cidadão comum.

O Estatuto do Idoso incorporou mais um contingente entre os beneficiários assim como algumas leis regionais abrem o desconto para doadores de sangue, professores e outras categorias, novamente sem que o Estado arque com os custos desta política pública.

Em 2005 com a preocupação de regulamentar e moralizar estas questões, foi elaborado um Manifesto pela Regulamentação da Meia-Entrada, documento firmado pelas entidades estudantis como Une e Ubes, e as nossas entidades.

Neste ano foi proposto pelo então Deputado Eduardo Paes o primeiro Projeto de Lei, que já continha os prontos fundamentais discutidos e apoiados pelas entidades signatárias do Manifesto.

Com o fim do mandado do Dep. Eduardo Paes o projeto foi arquivado, cabendo aos Senadores Eduardo Azeredo e Flávio Arns retoma-lo na forma do PL 188/07 .

Em resumo os pontos essenciais em nossa visão são :

  • Somos a favor da meia entrada , o que é urgente e necessário é sua regulamentação .
  • Moralização da emissão das carteiras com controle pelo Estado e a criação de um Conselho formado por entidades da Sociedade Civil e Governo .
  • Estabelecimento de uma porcentagem de 30% das lotações como limite para o benefício – este modelo já funciona com sucesso em Minas Gerais e Sta Catarina .
  • Ressarcimento pelo Estado do subsídio dado pelos artistas produtores e exibidores , pois em nenhum outro setor da economia existe prática semelhante – como exemplo, para que o taxista possa adquirir seu veículo a preço mais baixo, o Estado oferece a isenção dos impostos , não cabendo ônus à montadora.

As conseqüências desta regulamentação trarão benefícios a toda a sociedade :

· Aos artistas e profissionais de cultura e entretenimento que não mais terão sucateada sua principal fonte de custeio , as bilheterias .

· Aos beneficiários da meia-entrada tendo em vista que a redução do preço dos ingressos se tornará REAL.

· Ao cidadão comum que terá a redução do valor dos ingressos permitindo assim seu acesso à cultura e lazer , hoje inviabilizado pelas situação reinante.

“ Não nos peçam para dar a única coisa que temos para vender “ ( Cacilda Becker )

Rio de janeiro 16 de novembro de 2008

ABEART- Associação Brasileira dos Empresários Artísticos

ABRAPE – Associação Brasileira dos Promotores de Eventos

SATED – Sindicato dos Artistas e Trabalhadores em Espetáculos de Diversão

SINPARC – Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de MG

APTR – ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE TEATRO DO RIO DE JANEIRO

APTI – Associação de Produtores Teatrais Independentes de São Paulo

ABRAPLEX – ASSOCIACAO BRASILEIRA DE OPERADORES DE MULTIPLEX
ABRACINE- ASSOCIACAO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE CINEMA
FENEEC – FEDERACAO NACIONAL DE EMPRESAS EXIBIDORAS CINEMATOGRAFICAS

Associação das Empresas Promotoras e Produtoras de Eventos Artísticos e Esportivos do Estado de São Paulo,

SEECESP – Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas de São Paulo.

O tema, não preciso nem lembrar, é polêmico e gera reações apaixonadas de lado a lado. Três perguntas imediatas me vêm à mente, depois de ler o manifesto, e acho que ajudam o debate:

1) há dados, pesquisas isentas para comprovar a “desordem incontrolável” a que as entidades se referem quando falam na emissão e utilização de carteiras de estudante? Por que, na hora de citar dados benéficos ao setor, é nomeada uma pesquisa e citado um jornal e, na hora de falar sobre os supostos efeitos da disseminação da meia-entrada, surge um número (“80% ou mais de meia-entrada”) sem explicação e sem origem?

2) segundo a linha de argumentação, se as carteiras de estudantes fossem abolidas hoje, todos os ingressos do país automaticamente sofreriam uma diminuição de 50% no preço?

3) se os que assinam a carta aberta são a favor de que o governo seja responsável por bancar a meia-entrada, por que, ainda assim, defendem que ela deve ser limitada a 30% da lotação dos lugares?

Quando esse papo de direito autoral, pirataria, meia-entrada vem à tona sempre lembro aquela propaganda certa vez exibida nos cinemas, querendo comparar quem se serve de “pirataria” a um criminoso comum.

Não, não é aquela do dinheiro da pirataria alimentar outras ações crimonosas. Nesse ponto eles tem um mínimo de razão.  Todo mundo sabe que algumas atividades ilegais aparentemente inofensivas (p. ex.,  bingos, bicho, caça-níqueis)  financiam outros ilícitos mais graves e ofensivos, muito embora (pode ser ignorância) desconheço grande amplitude desse tipo ligação no caso de pirataria de cds, dvds e afins.

Mas, voltando a propaganda que de fato quero comentar… Ah, pra *&¨$%#!  Se tem outra coisa que todo mundo sabe hoje em dia é que existem os artistas e as “gravadoras” (lato sensu, englobando a indústria editorial e fonocinematográfica (se bem que no caso do cinema, os estúdios continuam sendo essenciais para certos tipos de filmes ). Esses caras tão se retorcendo porque perderam a mamata que tinham de monopolizar a distribuição da “arte” em geral. Aqui então no Brasil, só se ouvia o que vendia muito, o “Tostines” (vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?). Enfim, como ouvi certa vez, quando o carro se popularizou o Estado não socorreu os ferreiros e seus negócios de ferraduras. Capitalismo it’s all about it, o formato do negócio mudou, que mude também quem está, ou melhor, quem quer ficar no mercado. Talvez um pouco cruel, mas porque onerar o cidadão para salvar um capitalista que não tá nem aí quando está por cima da carne seca?

Vá lá, vocifere você também (contra ou a favor) nos comentários! :D

Clipping #9

Artista britânico distribui mil telas pelas ruas de Londres

BBC Brasil

BBC  
Um artista britânico abandonou mil de suas telas – avaliadas em cerca de US$ 1,5 milhão – nas ruas de Londres, neste fim de semana, como um presente para o público.
Pouco antes da meia-noite de sexta-feira, Adam Neate e seus assistentes deixaram os quadros em diversos pontos da capital britânica, Londres.

O artista teve a idéia de abandonar as telas nas ruas, sob pontes, em parques públicos ou em ferrovias para que quem quisesse as levasse para a casa, ao se lembrar do começo difícil de sua carreira.

Neate, de 31 anos, disse que quando começou a pintar ninguém queria comprar seu trabalho. Pessoas com quem dividia sua casa obrigavam-no a se desfazer de suas pinturas, que Neate levava a lojas de artigos de segunda mão ou simplesmente abandonava na rua.

Mais tarde, o sucesso comercial chegou. “Minhas pinturas são vendidas por valores de US$ 1,5 mil a US$ 7,5 mil. Calculo então que estou dando de presente cerca de US$ 1,5 milhão”, afirmou.

“Para alguns, os meus quadros não teriam nenhum valor, talvez joguem no lixo. Talvez uma pessoa goste deles pelo que são, sem saber nada sobre mim, e os preserve”, disse o artista, que admite preferir a segunda opção.

eBay
Neate diz que seu projeto não representa um protesto contra o mercado de arte. Talvez por isso ele não tenha se importado com o fato de que, poucas horas depois de suas obras serem deixadas nas ruas, algumas apareceram no website de leilões eBay.

“Os seres humanos são humanos e todo mundo gosta de ganhar dinheiro”, afirmou. “Eu não tenho nada contra as pessoas colocarem (as telas) no eBay – e se isso as ajuda para o Natal…”

Algumas das telas oferecidas no site alcançaram lances de mais de US$ 1,5 mil, enquanto outras começaram com ofertas mais modestas, como US$ 1,50.

É muito mais interatividade no seu hotel! :P

Meetings

 

Definição precisa!

Analógico

 

Photoshop Analógico

O original aqui. Vi aqui.

Paranoia

Vitória de Obama dispara compra de armas nos EUA

Tim Gaynor
Da Reuters
Em Phoenix (EUA)

As vendas de rifles, pistolas e munição estão aumentando em várias partes dos Estados Unidos, já que muitos proprietários de armas temem que a administração do presidente eleito Barack Obama possa dificultar a posse de certos tipos de armas.

“No dia depois da eleição, tive muito mais ligações do que de costume de pessoas procurando por rifles semi-automáticos,” contou David Greenberg, dono da loja Second Amendment Family Gun, em Bisbee, Arizona, que esgotou seu estoque de rifles AR-15 nos últimos dias.

“Proprietários de armas estão com medo do que Obama irá fazer com relação a elas”, declarou o porta-voz Tony Aeschliman. “Ele tem uma história clara de ser contra nós.”

Durante a campanha, Obama deixou claro seu apoio ao direito de possuir uma arma, embora ele e Biden apóiem o banimento permanente de armas de assalto – rifles semi-automáticos de estilo militar – e “medidas de senso comum” para manter as armas longe das crianças e criminosos, posições que geraram preocupação entre os entusiastas das armas.

“Sempre foi programa do Partido Democrata restringir a posse de arma,” afirmou Jim Pruett, proprietário de uma loja de armas em Houston, cujas vendas do dia triplicaram no sábado antes da eleição, para 35 mil dólares.

Em McPherson, Kansas, o vendedor de armas Steve Sechler contou que a demanda num evento de armas no final de semana passado cresceu em mais de 50 por cento, com os clientes correndo para garantir sua arma, incluindo rifles Kalashnikov e AR-15.

“A maioria das pessoas estava lá amaldiçoando Obama e dizendo que precisavam proteger sua casa,” disse Sechler.

Claro! com um rifle semi-automático você pode matar o bandido e de quebra mais uns dois ou três vizinhos com um só tiro… ¬¬


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