Tempus fugit

Estou em débito com esse blog, é bem verdade. Como vocês devem ter percebido, estou completamente maluco tentando gerir este blog, o blog modeleiro, o fotolog (que me supre um pouco a falta do riverside, que aguarda o weblogger voltar a funcionar), e claro, minha beneditta monografia. Dada essa imensa e intensa confusão, eu esqueço de postar aqui (e também no blog modeleiro, a modelândia que me perdoe, mas já já expiarei meus pecados). Ah, sem falar nas minhas fotos de viagem, e claro, a minha viagem pela Europa.No ano passado fiz minha mensagem de fim-de-ano, e gostaria de repetir o feito, com minhas impressões sobre o ano que passou. Eu sei que isso não devia ser feito já mais de com duas semanas do ano já gastas, mas me perdoem, já contei das minhas limitações.

2007. Foi um ano muito bom, indeed.

Na verdade 2007 começou muito mal, muito mal mesmo. Mas melhorou de tal forma que eu posso dizer que foi o primeiro ano com saldo positivo que eu me lembro, e pelo menos desde 2003 eu não tinha um ano tão bom – ou pelo menos não-ruim. Pode parecer pessimista da minha parte falar assim, mas não foi. Dai a César o que é de César, e os últimos anos merecem uma
caixa de c4 amarrada em suas jóias familiares como presente pelo trabalho porco.
Em 2007 eu estagiei, me lasquei um pouco mais na faculdade, participei de quatro modelos (nenhum como delegado), fiz mais amigos, passei o ano todo muito próximo dos outros amigos (provavelmente a melhor coisa dessa sucessão de anos terríveis), viajei bastante no Brasil e tive a imensa surpresa de me encontrar quinze minutos passados da meia noite cruzando o Rio Sena próximo à Torre Eiffel no meio de milhões de pessoas desconhecidas, numa solidão similar ao do
Reveillon anterior, mas com um espírito totalmente diferente.
É incrivel tentar colocar as coisas em um plano e tentar observar de longe, com alguma distância, pra tentar identificar os contextos. Ao mesmo tempo em que eu não mudei nada na minha
personalidade (que o Orkut descreveu hoje como charmosa e simpática, obrigado, pessoal,
eu sabia que alguém reconheceria minha simpatia esfuziante) é engraçado você saber que algo em si mudou e que o tempo está sim, tendo seus efeitos, antes tarde do que nunca.

Ao contrário de outras pessoas como meu bom amigo-irmão Napô, minha vida não está nada definida, meus desafios ainda se avolumam pacientemente e ainda preciso pregar o último prego no caixão da minha carreira universitária. Mas eu me sinto como se estivesse de volta ao colegial, no começo do Pré-Vestibular, nostálgico diante da mudança iminente, com saudade do que ainda estava em curso. Isso me deu uma chance tremenda de aproveitar e saborear tudo e mudar sem arrependimentos. No momento 2008 se apresenta como um ano de grandes mudanças, o final de um ciclo muito atabalhoado mas engrandecedor. Sim, mais modelos! Não, mais UFRN ;(

Se no virar do calendário, só nos resta ouvir o que diziam os latinos: aproveite o dia, pois o tempo foge. E foge mesmo.

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Sobre Wagner Artur Cabral

filosofia política e futebol
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Uma resposta para Tempus fugit

  1. suzana disse:

    foge…

    identifico-me profundamente com o sentimento do fim do seu texto. mudanças, meu caro. que venham e que saibamos lidar com elas com serenidade e leveza de esírito.

    :*

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