Sobre mitos e homens

A mitologia sempre existiu, quando e aonde existiu, como bússola moral. Os mitos mais que contos da carochinha, são nosso horizonte, pra onde olhamos quando buscamos soluções e são fruto daquilo que nós nos acostumamos a achar correto. É por isso que nossos heróis simbolizam o melhor de nós, eles incorporam os atributos mais valiosos para uma cultura. De certa forma, somos nós que tornamos os deuses divinos.

Mas os homens, ah, somos diferentes. Somos não o que os deuses fizeram, mas o que desejamos. Nossa medida sempre será, invariavelmente, o homem. Se olharmos pras estrelas conectamos pontos em padrões elegantes porque somos homens, e nossa razão nos permite deduzir imagens até mesmo do infinito perfurado por pontinhos. Na natureza vemos padrões, mensagens e iluminação no comportamento das ondas, no caminhar do sol ou nas entranhas dos animais. Nós falamos, nós nos ouvimos. Estamos sós. E, quando precisamos ouvir algo divino, que nos dê uma dica do que é ser humano, devemos procurar no nosso espírito, nossa cultura. E Rudyard Kipling tem uma boa visão sobre o que é ser um homem.

Rudyard Kipling

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don’t deal in lies,
Or, being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;

If you can dream – and not make dreams your master;
If you can think – and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build ‘em up with wornout tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on”;

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings – nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run –
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And – which is more – you’ll be a Man my son!

E eu diria que ele dimensiona bem o que é ser um deus, senhor do mundo e de si.

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Sobre Wagner Artur Cabral

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Uma resposta para Sobre mitos e homens

  1. amandafg disse:

    como o teu post é incrivelmente diferente do meu, com o mesmo título :P http://pgaol.wordpress.com/2008/07/29/sobre-homens-e-mitos/ (ok, a ordem é inversa, talvez seja isso)

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