Desconexo

Wagner Artur

Meu problema é que eu sou um pouco enérgico demais, sei lá. E tipo, o fato de eu ficar restrito, de certa forma meio trancafiado nesse ambiente meio hostil, me inibe e faz que eu fique meio que frustrado, exalando energia pelos poros, numa situação bem adversa a qualquer tipo de tranquilidade. Talvez eu devesse tomar tranquilizantes.

É estranho, porque qualquer coisa me dá vontade de gastar energia, nem que seja escrevendo, correndo, que seja. E onde eu acho que normalmente caberia um “sim” ou talvez um “não” me parece que cabe uma sinfonia inteira, ou uma enciclopédia completa, mas que as pessoas simplesmente tem dificuldade em falar tudo o que há pra ser dito, e assim nos perdemos. Entre um não e um sim. Entre um sim e um não.

E supostamente é a coisa mais natural do mundo.

E temos um milhão de promessas, temos um milhão de possibilidades, de alternativas, de, de… feche seus olhos, conte comigo, conte até dez!
Ao menos finja que fechou os olhos, preste atenção! Na verdade, tanto faz se você vai contar ou não, quais números serão, mas a idéia é que você visualize passo a passo, uma caminhada, como numa escada em espiral, onde a cada degrau o mundo ao seu redor se constrói. Imagine passo a passo, degrau a degrau. Imagine. Você duvida de quanto o seu próprio pensamento pode ser rico? Abra os olhos. Olhe ao seu redor, e veja como sua mente interpreta os variados sinais que recebe, e constrói o que vc chama de mundo.

O mundo te sugere as cores, mas você as colore. O mundo te dá as curvas e as retas, e você constrói tudo. Nós caímos no dilema de se uma árvore que cai num lago onde não há ninguém ao redor, algum som é produzido. Não há ninguém pra ouvir mesmo. O mundo se constrói sem você? Aquilo que você constrói de mundo se constrói sem você? Sem suas cores, sem seus sorrisos? Mexer com o tecido da realidade talvez não seja uma prerrogativa dos sonhos, mas da realidade. Acordo do meu sonho, e percebo que não estive dormindo, que a minha realidade é e sempre foi assim, pincelada e esculpida, na forma de cores, curvas e luzes, de rios e vento, e em uma sincera forma de vida curiosa. Faz sentido…

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